segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Formigas-zumbis

Nas florestas existem alguns fungos capazes de alterar o comportamento de formigas. Esses fungos entram em contato com as formigas enquanto elas estão entre as folhas secas no solo e começam a se desenvolver sobre o inseto, liberando substâncias químicas que alteram o comportamento das formigas a seu favor.
As formigas parasitadas agem como “zumbis”, porque ficam vagando pela colônia, deixando de fazer suas atividades e vão para galhos acima do chão onde os fungos poderão liberar seus esporos. À medida que os fungos vão se desenvolvendo e tomando o corpo dos hospedeiros, as formigas vão paralisando até morrer.
No Brasil há relatos de formigas-zumbis na Mata Atlântica de Minas Gerais.

O vídeo abaixo mostra a mudança de comportamento em formigas-zumbis:


Fontes:

Frutos silvestres

Recentemente, muitas plantas silvestres têm sido valorizadas comercialmente na culinária regional. Estudos nutricionais revelam que muitas espécies nativas são mais nutritivas do que espécies exóticas amplamente comercializadas. No Cerrado destacam-se os frutos de pequi (Caryocar brasiliense), guavira (Campomanesia sp.), buriti (Mauritia flexuosa), bocaiúva (Acrocomia culeata) e jatobá (Hymenaea stigonocarpa), dos quais são produzidas geleias, farinhas, bolos, sucos e sorvetes. As espécies nativas também são empregadas na confecção de artesanatos e até mesmo na produção de cosméticos.


A coleção Valorizando a Biodiversidade no Ensino de Botânica traz abordagens didáticas da flora regional voltadas à educação ambiental e ao ensino de ciências e de biologia. A obra aborda os biomas Pantanal e Cerrado, e apresenta, entre outros itens, cartões postais com imagens de frutos silvestres comestíveis e informações nutricionais de pesquisadores da UFMS.


 Fotos: Coleção Valorizando a Biodiversidade no Ensino de Botânica (Divulgação).

Fontes: 
Frutas nativas da região Centro-Oeste. Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Brasília, 2006.
Coleção Valorizando a Biodiversidade no Ensino de Botânica. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Figueiras mata-pau

As figueiras mata-pau (Ficus spp. - Moraceae - família da amora e da jaca) são plantas hemiepífitas, ou seja, utilizam outras plantas como suporte somente durante alguma etapa do seu desenvolvimento, e com o seu crescimento podem “estrangular” e até matar a planta hospedeira. As figueiras estranguladoras são comuns no Pantanal e frequentemente germinam em bainhas de palmeiras como o acuri (Attalea phalerata).

a) Acuri (Attalea phalerata) como hospedeiro de figueira mata-pau; b) Figos maduros de Ficus pertusa.

As figueiras produzem inflorescências do tipo sicônio, polinizadas por minúsculas vespas que entram no sicônio por uma pequena abertura denominada ostíolo. As vespas de figo possuem uma relação mutualística obrigatória com os figos, pois o desenvolvimento de seus ovos ocorre apenas se forem depositados em ovários das flores nos sicônios. Após a polinização, os sicônios passam para o estágio de infrutescência, ou seja, um pseudofruto múltiplo conhecido como figo. Os frutos são do tipo aquênio.

Sicônios de Ficus sp.


As figueiras frutificam diversas vezes ao longo do ano, sendo consideradas uma importante fonte de recursos para animais como aves, morcegos e macacos. As aves são importantes dispersores, pois consomem os sicônios e defecam as sementes longe da planta-mãe. 

Dispersores de Ficus pertusa no Pantanal. a) Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus); b) Bico-de-prata (Ramphocelus carbo); c) João-pinto (Icterus croconotus); d) Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca).

Fotos: Projeto de Estudo das Figueiras do Pantanal (UFMS) - 2009.

Fontes:

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Ariranhas

O primeiro post será sobre ariranhas! Procurando fotos e temas para postar, encontrei em meus arquivos estas fotos de um grupo de ariranhas observadas próximo ao rio Miranda, no Pantanal Sul-Matogrossensse (Outubro/2008).


As ariranhas (Pteronura brasiliensis) são mamíferos carnívoros que vivem em grupos e se alimentam principalmente de peixes. São encontradas em rios da América do Sul, sendo comuns no Pantanal Sul-Matogrossensse.
 Os grupos de ariranhas são formados por um casal dominante e uma ou duas ninhadas, e marcam seu território geralmente com sinais de cheiro. Cada indivíduo possui uma mancha esbranquiçada na região do pescoço, como se fosse sua “impressão digital”.
Hoje, as principais ameaças para a espécie são a degradação dos ambientes naturais consequentes de atividades econômicas não sustentáveis como desmatamento, hidrelétricas, mineração de ouro, poluição dos rios e sobrepesca.

Fontes:

Apresentação

Olá! Meu nome é Thayane Lima, sou Bióloga e aluna do curso R2 – Biologia, do Centro Universitário Claretiano.

Este blog foi criado para atender ao projeto “O uso de novas tecnologias no processo ensino-aprendizagem de Ciências e Biologia”, que faz parte da disciplina Temas para o Ensino de Ciências e Biologia II, do curso R2 – Biologia, do Centro Universitário Claretiano. Aqui serão postados conteúdos sobre Biologia Animal e Vegetal.